Início 2018

Membros Honorários

Henri Sarles (França)

Henri Sarles est né en 1922 à Ermont (Val-d’Oise). Il a mené ses études secondaires au lycée Périer à Marseille et ses études supérieures aux facultés des sciences et de médecine de Marseille.

Externe, puis interne (1946) des hôpitaux de Marseille.
Chef de clinique, maître de conférence.
Docteur en médecine de la faculté de médecine de Marseille (1950).
Médecin des hôpitaux (1955).
Doctorat d’État ès science de la faculté des sciences de Marseille. Thèse sur les phosphatases alcalines, dirigée par le professeur Desnuelle (1954).
Intéressé par la recherche en biochimie, Henri Sarles travaille dans le laboratoire de Jean Roche, professeur au Collège de France, à Paris (1948-1957), menant de front recherche et activités cliniques.
Chef du service de gastroentérologie à l’hôpital Sainte-Marguerite, à Marseille (1959-1992).
Directeur de l’unité de recherche Inserm 31 “Pathologie digestive” dans le même hôpital (1962-1984). André Gérolami lui succèdera en 1989.
Henri Sarles est décédé le 16 février 2017 à Marseille.

Fonte: site do INSERM – Historia do INSERM

https://histoire.inserm.fr/les-femmes-et-les-hommes/henri-sarles/(page)/2

Homero Gusmão de Almeida

Submeteu-se ao Vestibular de Medicina, em 1966, obteve a vigésima quarta colocação na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e a septuagésima classificação na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, diplomando-se em Medicina, na UFMG, em 8 de dezembro de 1970, em décimo terceiro lugar, entre cento e sessenta e seis alunos. No ano de 1972, prestou concurso para o XIV Curso de Especialização em Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, obtendo a terceira colocação entre mais de quarenta candidatos inscritos. Concluiu o Curso de Especialização em 1 de março de 1974, credenciando-se ao título de Especialista perante as Comissões Examinadoras do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Em 23 de julho de 1977, defendeu Tese para o grau de Doutor em Medicina e obteve, por unanimidade, a nota 10 (dez), tendo sido recomendada a publicação de seu trabalho na íntegra, pela Comissão Examinadora. Seguiu para Londres, em agosto de 1977, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, para Curso de Pós-Doutoramento. No Departamento de Oftalmologia Experimental do Institute of Ophthalmology , trabalhou com o Professor E.S. Perkins por seis meses, investigando a relação entre refração, diâmetros oculares e glaucomas. No Moorfields Eye Hospital , trabalhou na Unidade de Glaucoma por 18 meses, e freqüentou diversos outros Departamentos. Em setembro de 1979, realizou estágio em Moscou, por duas semanas, no Laboratório de Problemas Experimentais e Clínicos da Cirurgia Ocular, sob a orientação do Professor S. Fyodorov, estudando aspectos técnico-cirúrgicos das lentes intra-oculares e da ceratotomia refrativa no tratamento da miopia. De março de 1979 até janeiro de 1992 foi o chefe do Departamento de Glaucoma do Instituto Hilton Rocha , em Belo Horizonte, Minas Gerais. Desde março em 1983 é o Professor Adjunto, por concurso, da Clínica Oftalmológica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais , onde foi Chefe do Setor de Doenças Vasculares (Depto. de Retina) até 1990. Desde 1989 é Coordenador do Curso de Oftalmologia (Graduação). Foi fundador da Sociedade Brasileira de Glaucoma, juntamente com o Dr. José Carlos Reys em 1983, tendo sido seu Presidente no biênio 1983-85 e organizador do I Simpósio Internacional da SBG. Foi relator do Tema Oficial do XXV Congresso Brasileiro de Oftalmologia e XVII Congresso Pan-Americano de Oftalmologia , realizados de 03 a 06 de setembro de 1989, tendo sido responsável pela publicação do livro Glaucomas Secundários . Desde janeiro de 1992 trabalha no Instituto de Olhos de Belo Horizonte (uma instituição que idealizou e construiu juntamente com outros sócios, Drs. Cleber Godinho e Elisabeto Ribeiro Gonçalves) onde é o Diretor Geral. Desde esta mesma época é o Chefe dos Departamentos de Glaucoma e de Catarata. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intra-oculares, eleito para o biênio 2004-2006 Foi Vice-Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia em dois biênios: 1991-1993 e 2007-2009.

Fonte: Escavador

Ivo Campos Pitanguy

Ivo Hélcio Jardim de Campos Pitanguy nasceu em Belo Horizonte, MG, no dia 5 de julho de 1926. Filho de Maria Stäel Jardim de Campos Pitanguy e de Antonio de Campos Pitanguy, médico cirurgião. Casou-se em 1955 com Marilu Nascimento, tendo o casal quatro filhos: Ivo, Gisela, Helcius e Bernardo. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 6 de agosto de 2016.

Iniciou sua formação profissional ingressando na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e formando-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1946. Este aprendizado prolongou-se por mais de dez anos, através de estágios e cursos realizados nos EUA e na Europa, já aliando a prática médica ao exercício do ensino.

Em 1945 criou, na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, um Curso de Psicologia Médica, início de uma carreira internacional que o consagraria como um dos maiores cirurgiões plásticos do mundo, mestre de várias gerações. No mesmo hospital criou o Serviço de Queimados do Hospital do Pronto-Socorro, o primeiro serviço de Cirurgia de Mão e de Cirurgia Plástica Reparadora.

Doutor honoris causa em diversas universidades brasileiras e estrangeiras, pertenceu a inumeráveis instituições científicas em todo o mundo, sendo condecorado por numerosos países.

Fonte: Site da ABL.

Ivolino Vasconcelos

Médico brasileiro e grande historiador da medicina. Ivolino de Vasconcelos se destacou como um dos maiores incentivadores ao estudo da história da medicina em nosso país, tendo fundado, em 1945, o Instituto Brasileiro de História da Medicina e a Federação Nacional de História da Medicina e Ciências Afins. Vasconcelos considerava o estudo da história da medicina como um instrumento vital para a formação ética e humanista do profissional da área médica através da celebração de seus grandes nomes e realizações. Lançou, em 1949, a Revista Brasileira de História da Medicina, publicação que visava estimular a produtividade e a realização de eventos científico-acadêmicos em história da medicina, além de registrar as atividades da Federação, bem como sua produção científica. Foi docente livre de Clínica Médica da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (RJ) e, mais tarde, catedrático de História da Medicina na mesma instituição. Pertenceu aos Institutos de História da Medicina de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná, Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte. O professor Ivolino de Vasconcelos também foi membro das Sociedades de História da Medicina da Argentina, Peru, México, Roma e Alemanha. Foi autor de mais de 200 artigos sobre medicina clínica, história da medicina e medicina social, em periódicos nacionais e estrangeiros. Em 1964, lançou uma coletânea de seus artigos publicados na Revista Brasileira de História da Medicina (1949-1964), sob o título Asclépio Historiador (editora Aurora, Rio de Janeiro). Escreveu a obra biográfica Francisco de Castro (1951), premiada pela Academia Brasileira de Letras. Foi o responsável pela realização dos três primeiros congressos brasileiros de história da medicina (1951, 1953 e 1958).

Tuoto, E. A. “Ivolino de Vasconcelos (Biografia).” In: Biografias Médicas by Dr Elvio A Tuoto (Internet). Brasil, 2006. Consulta em 01 de junho de 2016. Disponível em: BIOGRAFIAS MÉDICAS by Dr Elvio A Tuoto

[Autor deste artigo DR. ELVIO ARMANDO TUOTO]
http://acamerj.org/index.php?caminho=academico.php&id=385

João Amílcar Salgado

João Amílcar Salgado (Nepomuceno, 21 de março de 1937) é um médico, escritor, filósofo, historiador da medicina brasileira e genealogista brasileiro.

Biografia
Nascido em Nepomuceno, de inteligência brilhante e audácia destemperada, após fazer os estudos básicos, formou-se em medicina, na hoje denominada Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, onde sempre exerceu o magistério, chegando a ser o titular da cadeira de Clínica Médica.

Preocupado em preservar a história da medicina em Minas e no Brasil, idealizou e criou o Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais, estruturando-o para que não fosse um museu com coisas velhas, mas local dinâmico, que produzisse conhecimento, objetivo que sem duvida, foi cumprido. O Centro de Memória foi inaugurado por Pedro Nava, grande memorialista do idioma nacional, quando completava então 25 anos de sua formatura na Faculdade de Medicina, na mesma turma de Juscelino Kubitschek. Considerado como o metro quadrado mais valioso da Faculdade de Medicina da UFMG, o Centro de Memória (CEMEMOR) nada mais é do que uma caixa de ressonância onde sao divulgados os fatos que a historia oficial encobre ou enterra nas tumbas do esquecimento.

João Amílcar é considerado, ao lado de Carlos da Silva Lacaz e de Licurgo de Castro Santos Filho, um dos maiores especialistas em história médica brasileira alem de, ser um dos maiores prosadores e narrador de causos ainda vivo. Mais do que um divulgador do conhecimento ele é um notável iconoclasta do senso comum que derruba mitos e expõe, sob a luz indecente da verdade, a realidade nua dos fatos que o tempo teima por querer encobrir. João Amilcar Salgado acanha os tradicionalistas, enraivece os puristas, cutuca os fundamentalistas, escandaliza os moralistas e deprime os ignorantes.

Fonte: Wikipedia

José Salvador Silva

13 lições que o Hospital Mater Dei, nossos pacientes e nossos funcionários me ensinaram

Confira o texto escrito por José Salvador Silva, fundador do Hospital e presidente do Conselho de Administração da Rede Mater Dei de Saúde. O texto foi veiculado na Revista Matéria Prima, de Janeiro de 2018 (Número 97 | Ano IX).

“Quero confessar a minha grande emoção, em 17 de outubro do ano passado, ao ser agraciado com a comenda da Ordem de Mérito Empresarial Juscelino Kubistchek, a maior condecoração concedida pela Associação Comercial de Minas. Em minha fala de agradecimento, entre outros temas, enumerei os principais ensinamentos que a vida me proporcionou ao longo dos quase 40 anos como fundador do Hospital Mater Dei.

São os seguintes:
1º – Produtividade, inovação e superação são estímulos para o sucesso.

2º – Histórias de sucesso inspiram e estimulam. Histórias de fracasso ensinam.

3º – Nenhuma empresa deve ser somente um local de trabalho insensível, frio, mas uma extensão social, cultural e familiar. Deve ser um veículo para estimular seus participantes a evoluírem, crescerem e se realizarem como seres humanos. Uma empresa não é somente o prédio que abriga sua sede, sua logomarca, seu patrimônio tangível, sua tradição ou ações na Bolsa. Empresa modelo é também e, principalmente, um conjunto de pessoas, desejos, ideais, sonhos e metas. Crendo e praticando isso, criaremos um ambiente saudável, agradável, alegre estimulante e sustentável.

4º – A época mais perigosa e temerária de uma empresa é quando estamos acomodados e impassíveis, em consequência ou diante de viver uma boa situação financeira.

5º – A empresa que vai bem e tem bons resultados, sendo duradoura, é aquela que suspeita que poderia ir mal. É a que percebe que corre riscos diante da acomodação e busca melhorias contínuas para evitar a decadência e o fracasso.

6º – Charles Darwin descobriu, comprovou e sentenciou: “não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, mas, sobretudo, aquele mais flexível que responde melhor e se adapta melhor às mudanças. Repito: o mais flexível é o que sobrevive. Este conceito é atual, verdadeiro, válido também para as empresas.

7º – Se os líderes das organizações errarem ou fracassarem ao recrutar novos e bons profissionais, nenhuma estratégia, nem com a ajuda dos melhores consultores, poderá salvar a empresa da mediocridade e derrocada final. Ao contratar alguém, busque competência, integridade, inteligência, lealdade, energia, atitude, ética e paixão. Contrate valores, depois treine habilidades.

8º – Acrescente a tua sabedoria ao teu projeto de vida, que inclui uma semente de idealismo, sonho e um pouco de “loucura”. É necessário estar atento para compartilhar, nas empresas, nossos sonhos, metas, vitórias, mas também nossas falhas e fracassos. Segundo Luciano de Crescenso, “somos todos anjos com uma só asa e somente poderemos voar quando abraçados uns aos outros”. É nas crises, ameaças e dificuldades que estas máximas se tornam mais necessárias e carentes.

9º – A gestão profissional não é problema impossível de se solucionar. Podemos buscar e encontraremos certamente competência no mercado e nos head hunters. Entretanto, embora demorado, difícil e trabalhoso, é muito importante descobrir, formar e desenvolver novos talentos, lideranças e competências dentro das próprias empresas e famílias.

10º – Todos os pais enviam seus filhos para as escolas. Todos. Mas poucos ensinam seus filhos a trabalhar. Minha esposa Norma e eu pertencemos a essa minoria.

11º – No Mater Dei, a sucessão da primeira para a segunda geração foi feita de maneira previsível, preventiva, programada, harmônica e ética, a partir de aprendizado e longa convivência entre mim – que sou o fundador- e os nossos três filhos que fizeram a opção livre e espontânea de atuar no Mater Dei: Henrique, Maria Norma e Márcia e que assumiram posteriormente a direção no dia 30 de abril de 2012. Parabenizo a todos eles pela competência, atitude, integridade, ética, dedicação, trabalho e sucesso comprovados neste período. Ouso afirmar que, dificilmente outros desenvolveriam melhor trabalho. Neste momento é necessário relembrar uma dramática estatística: somente 10% de todas as empresas, principalmente as familiares, sobrevivem à terceira geração; 90% destas entram em declínio, fracassam, entram em falência, desaparecem. Esta estatística, repito, é dramática, verdadeira, comovente e dolorosa.

12º – Nosso processo sucessório para a terceira geração foi realizada com o auxílio da Fundação Dom Cabral e da professora Elismar Álvares, indicada na época pelo prof. Emerson de Almeida, então presidente da FDC. Feito no momento certo e com o devido registro em cartório em 1998 é exemplo de planejamento adequado, com êxito e serve como atestado de que o desejável e o necessário é também possível de ser realizado e com novas estratégias. Nosso neto José Henrique, filho do Henrique e Nora, que atua com muito sucesso e competência como diretor operacional na Unidade Contorno, fez MBA na Universidade de Columbia, em Nova York durante dois anos. Felipe, filho da Maria Norma e Afonso; Renata, filha do Renato e Tânia, fazem, atualmente MBA, respectivamente em Londres e Boston. Lara, filha da Márcia e Flávio, estuda medicina e vai futuramente seguir a mesma estratégia: planeja fazer MBA na Universidade de Harvard.

13º – São admiráveis os dirigentes de empresas que possuem sabedoria e humildade para se relacionar bem e de forma humanizada e holística com todos – clientes e funcionários. Eles servirão de exemplo nas suas empresas. São pessoas que escutam e reconhecem o valor do trabalho de cada um.

Para concluir, quero dividir com vocês alguma das minhas reflexões filosóficas: acredito que, na vida, o maior estímulo vem da própria jornada, sobretudo se ela tiver um sentido, um ideal e sem jamais se “apequenar”.

Creio que aprender a bem viver é necessário um privilégio e sabedoria. A morte é reflexo e consequência da vida vivida. Não nos tornamos outras pessoas no momento da nossa morte. Quem viveu bem, morre bem; quem viveu mal, morre mal.
Sempre preferi “ser velho” por menos tempo a “ser velho” antes de sê-lo. Acredito que “velho” é aquele que supõe saber tudo, mesmo quando ainda se é jovem.

Tenho mais medo da cegueira, que me impediria de ler, do que da morte. A leitura é uma necessidade vital e os benefícios são hoje cientificamente comprovados para o cérebro e para a vida como um todo. Amplia o conhecimento, amplia o horizonte. É tão importante quanto o ar que se respira, a água que se bebe e o alimento que sustenta o corpo.

Gosto muito de música clássica. Ouvimos música pra “nos encontrarmos” ou “nos perdermos”. A música serve como “analgésico emocional”, mas também entusiasma, emociona, estimula o amor, a saudade e a transcendência.

Considero o Mater Dei grande e pequeno. É grande para administrar, mas ainda é pequeno para atender a todos que necessitam e cuidados e de boa assistência médica. Daí a nossa opção pelo crescimento. Com o passar dos anos nos tornamos Rede Mater Dei de Saúde. A quarta unidade está sendo construída entre as cidades de Betim e Contagem. Estou certo de que várias outras unidades surgirão no futuro sempre – sempre, repito -, como resposta da diretoria para atender ás necessidade dos nossos clientes. Meus amigos: ter um ideal na vida é uma necessidade, mas também um privilégio. O ideal Mater Dei gera uma força e energia telúrica que parece nunca se esgotar. Esta força e energia telúrica estão impregnados na convicção e na crença dos enormes benefícios do exercício e da prática da medicina ética, altruísta e humana. Força e energia telúrica que contagiam os que trabalham no Mater Dei: médicos, profissionais de saúde e todos os colaboradores desde o mais humilde ao mais famoso e consagrado.
Força e energia telúrica que impulsionava Juscelino Kubitscheck. Daí toda a sua energia criativa e determinação quando em cinco anos de governo fez 50 anos de progresso. Força e energia telúrica que me mantém de pé, ativo, atuante e com fé e esperança no Brasil. Amor e entusiasmo no coração, mesmo após completar 86 anos de idade.

Então, para finalizar penso ser apropriada a pergunta: gente, valeu a pena? A resposta certa está mais uma vez no imortal Fernando Pessoa: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

José Salvador Silva

Liberato João Affonso Di Dio

Em sessão solene, a Faculdade de Medicina prestou, no último dia 19, homenagem póstuma ao professor Liberato João Affonso Di Dio, um de seus mais ilustres docentes, falecido em julho deste ano, aos 82 anos. Na ocasião, foi inaugurado retrato do homenageado na sala que leva seu nome e onde ele ministrou sua primeira aula na Unidade.

A homenagem foi proposta pelo professor Ernesto Lentz, do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina, ex-aluno de Em sessão solene, a Faculdade de Medicina prestou, no último dia 19, homenagem póstuma ao professor Liberato João Affonso Di Dio, um de seus mais ilustres docentes, falecido em julho deste ano, aos 82 anos. Na ocasião, foi inaugurado retrato do homenageado na sala que leva seu nome e onde ele ministrou sua primeira aula na Unidade.

A homenagem foi proposta pelo professor Ernesto Lentz, do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina, ex-aluno de Di Dio, e pela professora Iracema Matilde Baccarini, presidente da Associação do Professor Sênior da Faculdade de Medicina, oradora oficial da solenidade.

Ex-catedrático de Anatomia da Faculdade de Medicina da UFMG e da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Liberato Di Dio é considerado “o pai de todos os anatomistas que estão em exercício em nossa faculdade”, segundo definição do professor Ernesto Lentz. Nascido em São Paulo, Em sessão solene, a Faculdade de Medicina prestou, no último dia 19, homenagem póstuma ao professor Liberato João Affonso Di Dio, um de seus mais ilustres docentes, falecido em julho deste ano, aos 82 anos. Na ocasião, foi inaugurado retrato do homenageado na sala que leva seu nome e onde ele ministrou sua primeira aula na Unidade.

Ex-catedrático de Anatomia da Faculdade de Medicina da UFMG e da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Liberato Di Dio é considerado “o pai de todos os anatomistas que estão em exercício em nossa faculdade”, segundo definição do professor Ernesto Lentz. Nascido em São Paulo, Di Dio mudou-se para Belo Horizonte em 1954, quando prestou concurso para a cadeira de anatomia da Faculdade de Medicina. “Ele tinha uma maneira diferente de ensinar, com grande ênfase na parte prática. Di Dio também impulsionou a atividade de pesquisa em anatomia, tendo orientado 27 teses durante os dez anos em que aqui lecionou”, assinala Ernesto Lentz.

Di Dio mudou-se depois para os Estados Unidos, onde foi professor da Universidade de Chicago e idealizador da Faculdade de Medicina de Toledo, em Ohio.

Fonte: Boletim da UFMG, 2004.
https://www.ufmg.br/boletim/bol1451/setima.shtml

Luiz Otávio Savassi Rocha

Dados biográficos

Natural de Belo Horizonte (MG).
Data do nascimento: 30 de dezembro de 1945.
Primeiro dos oito filhos de Cristóvão Colombo Rocha (funcionário público estadual, natural de Cordisburgo, MG) e Nely Savassi Rocha (do lar, de ascendência italiana pelo lado paterno, natural do Rio de Janeiro, RJ). Casado, desde 1971, com Ana Maria Lages Rocha (graduada em Letras pela UFMG). Pai de Alexandre (doutor em Medicina, especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo, formado pela UFMG), Guilherme (doutor em Medicina Veterinária, especialista em Cirurgia de Pequenos Animais, formado pela UFMG) e Renato (psicólogo formado pela UFMG e músico). Avô de Davi, Amanda, Jade e Artur.
▪ Ex-aluno do Colégio Estadual de Minas Gerais (Colégio Estadual Central).
Médico formado pela UFMG em 1968 (53ª turma). Monitor, durante o curso de graduação (1966-1967), a convite do Prof. Luigi Bogliolo, do Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFMG. ▪ Curso intensivo de Cardiologia promovido, em janeiro de 1969, pelo Instituto de Cardiologia da Secretaria de Saúde Pública e de Assistência Social de São Paulo.
▪ Estagiário acadêmico do Hospital SOCOR e do Pronto Socorro Policial de Belo Horizonte durante o ano de 1968. Médico do Hospital SOCOR durante o ano de 1969.
▪ Integrante, durante seis anos (1970-1976), do corpo clínico do Hospital Felício Rocho, prestando assistência a pacientes (indigentes e previdenciários) internados nas enfermarias da instituição, que conta, entre seus fundadores, com Arthur Savassi, tio de Nely Savassi Rocha e fraternal amigo de Nicola Felice Rosso e Américo Gasparini.
▪ Professor (1969-1972) do Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFMG, chefiado pelo Prof. Luigi Bogliolo. Autor do livro Vida e Obra de Luigi Bogliolo, de 522 páginas, publicado, em 1992, pela Editora Gráfica da Fundação Cultural de Belo Horizonte.
▪ Professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG (1971-2009), vinculado, entre 1971 e 1976, à Disciplina de Cardiologia [durante dois anos, ou seja, no biênio 1971- 1972, esteve vinculado, ao mesmo tempo, a dois departamentos: Departamento de Clínica Médica (Disciplina de Cardiologia) e Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal]. Aposentado como Professor Adjunto IV em 2009.
▪ Preceptor, a partir de 1976, durante mais de 30 anos, no Hospital das Clínicas da UFMG, da Residência em Clínica Médica e do Internato em Clínica Médica.
▪ Coordenador, desde 1995, das Sessões Anatomoclínicas do Hospital das Clínicas da UFMG, marcadas pela participação de docentes de variadas disciplinas, médicos-residentes, alunos da graduação e convidados de outras instituições (265 sessões, coordenadas presencialmente entre maio de 1995 e agosto de 2019, destinadas, entre outros objetivos, a promover a interação entre o Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e as diversas clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG).
▪ Autor do livro Sessões Anatomoclínicas: valor pedagógico lato sensu, de 504 páginas, publicado em 2010 pela editora COOPMED. Com 64 figuras – em sua maior parte coloridas –, o livro privilegia a interface entre a Clínica e a Patologia, a partir da análise crítica de quase uma centena de casos clínicos discutidos por ocasião das Sessões Anatomoclínicas do Hospital das Clínicas da UFMG. Destaque 2 especial é conferido às necrópsias, de grande importância na educação médica, em razão de seu extraordinário valor heurístico. A expressão lato sensu, inserida no título da obra, justifica-se pelo diálogo de caráter transdisciplinar que o autor procura estabelecer com outras áreas do conhecimento, como a Biologia Geral, a Medicina Legal, a Psicologia, a Epistemologia, a Mitologia, a História da Medicina, a Literatura e, até mesmo, a Filosofia – não como saber formal, mas como o trabalho crítico realizado pelo pensamento sobre o próprio pensamento.
▪ Participação efetiva na discussão dos casos apresentados nas chamadas Sessões de Telepatologia, baseadas em necrópsias, transmitidas por videoconferência, em tempo real, diretamente do Serviço de Verificação de Óbitos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, congregando alunos e professores da USP, UFMG e de outras escolas médicas do País (53 Sessões de Telepatologia entre abril de 2007 e outubro de 2018).
▪ Participação, a partir de setembro de 2012, na condição de um dos coordenadores, da discussão de casos de necrópsia apresentados nas Reuniões Anatomoclínicas transmitidas por videoconferência a partir do Hospital Universitário da USP, congregando professores e médicos-residentes do próprio Hospital Universitário, do Hospital das Clínicas da USP, da Faculdade de Medicina da UFMG e da Universidade do Porto, além de convidados de outras instituições (60 Reuniões Anatomoclínicas entre setembro de 2012 e agosto de 2019). ▪ Integrante do Comitê de Publicação e revisor do periódico on-line Autopsy and Case Reports, publicação trimestral do Hospital Universitário da USP, a partir de convite formulado, em abril de 2013, pela editora-chefe, Profa. Maria Cláudia Nogueira Zerbini, e pelo editor-científico, Dr. Fernando Peixoto Ferraz de Campos.
Autor de três editoriais do referido periódico: Clinicopathological Conferences: a testimonial [2013; 3(3):1-4]; The pedagogical value of autopsy [2015; 5(3):1-6], em colaboração com o Dr. Fernando Peixoto Ferraz de Campos, editor-científico do periódico; Death certificate: admitting uncertainty [2018; 8(2):e2018024].
▪ Professor homenageado por cinco turmas da Faculdade de Medicina da UFMG (58ª, 60ª, 102ª, 106ª e 124ª). Patrono dos formandos de cinco turmas da Faculdade de Medicina da UFMG (107ª, 109ª, 111ª, 114ª e 116ª). Nome da 130ª turma (“Turma do Centenário”) da Faculdade de Medicina da UFMG (Turma Professor Luiz Otávio Savassi Rocha). Professor convidado pelos doutorandos de cinco turmas (109ª, 110ª, 111ª, 114ª e 117ª) para proferir a Aula da Saudade (aula de encerramento do curso médico).
▪ Professor Emérito de Clínica Médica, eleito pela Congregação da Faculdade de Medicina da UFMG (posse em 23 de junho de 2010). ▪ Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, do Colegiado do Centro de Memória da Faculdade de Medicina da UFMG, do Instituto Mineiro de História da Medicina e da Sociedade Brasileira de História da Medicina.
▪ Revisor, entre 1999 e 2001, do periódico Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a convite do editor, Prof. Alfredo José Mansur. ▪ Autor de capítulos de livros e artigos médico-científicos publicados em periódicos. Palestrante em numerosos eventos médico-educativos, abordando, desde temas pontuais – relacionados com diferentes especialidades médicas –, até temas gerais, como Relação médico-paciente, Necrópsia e educação médica, A tecnologia e o exercício da clínica na contemporaneidade, Medicina baseada em evidências e História da Medicina, entre outros.
3 ▪ Médico clínico e cardiologista, com consultório em Belo Horizonte (Rua Rio Grande do Norte, 63 – Sala 50 – Tel. 3222-6284). Inscrição no CRM-MG: 5080. ▪ Pesquisador da vida e da obra de João Guimarães Rosa, ex-aluno (14ª turma) da Faculdade de Medicina da UFMG. Autor do livro João Guimarães Rosa, publicado, em 1981, pela Imprensa Universitária, e de diversos ensaios a respeito da vida e da obra do escritor cordisburguense [com destaque, por sua originalidade, para o ensaio Guimarães Rosa e os maçaricos: do maçarico-de-coleira (Charadrius collaris) ao maçarico-esquimó (Numenius borealis).
EXTENSÃO. Cadernos da Pró-Reitoria de Extensão da PUC-Minas 1996; 6(2):21-42].
Palestrante em numerosos eventos literários a propósito da vida e da obra do escritor cordisburguense.
Membro da Academia Cordisburguense de Letras Guimarães Rosa.
▪ Sócio do Clube do Choro de Belo Horizonte. Autor do livro Histórias do Choro: Crônicas Reunidas (Belo Horizonte: Edição do Autor, 2016). ________________________________________________________________________ Homenagens e distinções
▪ Dezembro de 1968 – Medalha Oswaldo Cruz, conferida, por ocasião da colação de grau na Faculdade de Medicina da UFMG, ao aluno que obteve as melhores notas durante o curso de graduação.
▪ Junho de 2000 – Diploma de Mérito Educacional e distintivo Destaque em Educação, conferidos pela APPMG (Associação de Professores Públicos de Minas Gerais), após consulta à Congregação da Faculdade de Medicina da UFMG.
▪ Outubro de 2002 – Personalidade Médica, título conferido pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Associação Médica de Minas Gerais e Sindicato dos Médicos de Minas Gerais.
▪ Outubro de 2006 – Comenda Newton Procópio (Clínico Destaque de Minas Gerais), conferida pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (Regional de Minas Gerais).
▪ Novembro de 2009 – Láurea do Mérito Acadêmico, conferida pela Academia Mineira de Medicina.
▪ Junho de 2010 – Posse como Professor Emérito de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG.
▪ Julho de 2016 – Personalidade da Cardiologia Mineira, título conferido pela Sociedade Mineira de Cardiologia.
▪ Outubro de 2017 – Homenagem por ocasião do 14º Congresso Brasileiro de Clínica Médica, “por sua capacidade técnica, conhecimento médico-científico e por sua relevante contribuição para o desenvolvimento da Clínica Médica no Brasil”.
▪ Outubro de 2017 – Comenda Honra à Ética, conferida pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais.
▪ Agosto de 2019 – Posse como Membro Honorário da Academia Mineira de Medicina. Belo Horizonte, agosto de 2019.